terça-feira, 22 de maio de 2012




ARTE E SENSIBILIDADE

Contribuição da nossa querida Professora Marcia Shinzato

Discurso final do filme "O Grande Ditador":

"Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo - não para o seu infortúnio". Por que havemos de odiar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homes, levantou no mundo as muralhas do odio e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido".
 (Charlie Chaplin, 1940)


Brincando de ser criança

Fragmentos de texto de Candido Portinari:

"Nossos brinquedos eram variados, conforme o mês, e também havia os para o dia e os para a noite. Para o dia eram: gude, pião, arco, avião, papagaio, diabolô, bilboquê, ioiô, botão, balão, malha e futebol. Para a noite: pique, barra-manteiga, pulando carniça etc."

 (Candido Portinari. Portinari, o menino de Brodósquis, p. 42)

"Não tinhamos nenhum brinquedo
Comprado. Fabricávamos
Nossos papagaios, piões,
Diabolô. (...)
Certas noites do céu estrelado
E lua, ficávamos deitados na
Grama da igreja de olhos presos
Por fios luminosos vindos do céu
era jogo de
Encantamento. (...)"

(Candido Portinari. Portinari poemas, p. 29)